Yoga – A Busca

Enquanto os seres humanos mal sabem quais serão as condições de sua espécie no futuro, a maioria tem a sensação de que a consciência humana está evoluindo a planos mais elevados.

Através dos tempos, o homem tem constantemente se esforçado para dissipar a escuridão. A luz que pode auxiliar nesta busca brilha há centenas de anos, mas, por alguma razão, mesmo no século XXI, o poder persuasivo da escuridão parece prevalecer.

Por muitos e muitos anos, a humanidade tem aderido a religiões com a esperança de encontrar respostas aos eternos questionamentos. A religião institucionalizada pode ser, na melhor das hipóteses, uma tentativa de colorir o divino com cores mundanas, definir o imortal com vocabulário mortal, medir o infinito com padrões finitos.

O Yoga foi desenvolvido em uma das seis primeiras escolas de filosofia indiana, com uma profunda influência no desenvolvimento físico e mental  de seus discípulos. Esta é uma forma de vida, não uma religião. Das práticas de Yama e Niyama — princípios para ação e comedimento –, e por meio de Ásana, Pranayama, Pratyahara, Dharana e Dhyana, atingimos a união com o infinito (Samadhi).

O Yoga evoluiu em diversas manifestações. E continua a crescer. Focado em aspectos físicos, o Hatha Yoga realmente nos dá uma vitalidade incrível e acentua nossas habilidades, mas este não pode ser o objetivo principal. Na verdade, toda prática de Yoga deve ser vista como uma eventual salvação — a realização do Átman ou Puruṣa.

Devemos nos proteger da vontade de nos orgulharmos de nossa destreza física, bem como a de desdenharmos daqueles que ficam para trás no decorrer da busca. O discípulo indiano do Yoga não sente orgulho em ver a prática do Yoga se espalhar pelo mundo e, particularmente no Brasil. Sua sensação é somente de imensa satisfação ao saber que pessoas que vivem em culturas extremamente diferentes anseiam pelo mesmo ideal.

As palavras do Deus Kṛṣṇa, citadas no livro sagrado Srimad Bhagavad-Gita, expressam o Yoga:

“O seguidor do caminho do Yoga, da ação abnegada que desfruta de bem aventurança, cuja mente está sempre fixa internamente, e, que experimenta a auto-realização — obtendo a percepção de sua pura identidade —, ingressa na dimensão do Absoluto”.

Deepak Bhojwani – Cônsul Geral da Índia — Estudos Sobre Yoga, 2006, Editora Phorte

Crédito da imagem: blogmedia.alienadv.com

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